Olááá! Hoje é

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Normose


Por: Martha Medeiros


Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de NORMOSE, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é:
Quem espera o que de nós?
Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos.

Melhor se preocupar em ser você mesmo.
Não se compare a ninguém. Não vale a pena! Você é único! Explore mais as suas possibilidades!


Reconheça a pessoa especial, forte, talentosa, guerreira e poderosa que você se transformou.
Sinta-se renovado, preparado e potencializado no dia de hoje.
Isso mesmo, sinta tudo isso e vá em frente.
Chegou a hora de encarar uma nova etapa, pois é tempo de se refazer e, se for preciso, sair das cinzas!
Você pode, você é capaz!
Você merece!
Retome todos aqueles antigos e bons sonhos e dê a você mesmo mais uma oportunidade.
Agora é a sua hora de recomeçar para fazer florir a sua vida. Viva de novo, mas de uma maneira diferente, do seu jeito!
Hoje não é nenhuma data especial e nem precisa ser para celebrar a vida.
Bote fé nessa criatura linda, competente e guerreira que você sabe que é! Um novo ânimo! Tenha mais esperança, mais alegria e mais amor!
E para conquistar isso basta um estalar de dedos. Basta querer.
Festeje, celebre e comemore por ter chegado até aqui.
Valorize-se mais!
E comece a se perguntar mais: "O que é possível?"
E transforme seus sonhos em realidade porque você sabe que pode e que merece.
Lembre-se sempre que a prosperidade está te esperando.

Não sofra de Normose
RENOVE-SE

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Que tal se colocar no lugar do outro?


Amigos, desculpem pela demora para um novo post, mas a gripe me pegou e estava sem animo para escrever, embora minha cabeça estivesse fervilhando pra colocar pra fora os meus pensamentos. rsrsrsrs

Domingo, dia 22 de agosto de 2010, estive olhando alguns livros da minha prateleira, escolhendo um para dar inicio ao livro livre (ver post do dia 19/08 – Revolução do Bem - http://mitchelmoderna.blogspot.com/2010/08/revolucao-do-bem.html) e me peguei folheando o livro “Coragem Para Ser Feliz” de Ashton Applewhite que li em 2007 se bem me recordo.
O livro aborda o papel da mulher no casamento e na separação. Então, parei no título “A condição de esposa e a perda de identidade”.
Numa pesquisa feita com 4 mil mulheres casadas, foi pedido a elas que apontassem a pior coisa do casamento. Uma grande proporção delas, ou seja, mais da metade reclamaram da perda de identidade e então responderam:

- Não ser quem eu realmente sou.

É triste ouvir isso e mais triste ainda saber que também já me sentir assim.
Você passa a se enquadrar na classe das mulheres que “fazem o papel de esposa perfeita”, e não na classe das mulheres que “vivem felizes em seu casamento”.
Desempenhar um papel funciona muito bem no palco, mas na vida real o vazio é exaustivo.
Era como eu me sentia: – EXAUSTA. Lembro-me que repetia muito uma frase para minhas amigas quando falávamos do assunto casamento. Eu sempre dizia:
- Estou no meu limite.
Eu sentia como se fosse explodir a qualquer momento. Não suportava mais trabalhar em tempo integral, chegar em casa e cuidar da janta, dos cachorros, do lixo, do que está faltando em casa, do mercado, da roupa, na faxineira, do que precisa ser concertado, das contas a vencer suas e do marido, dos horários dos remédios de filho, de marido, cuidar da dieta, cuidar dos seus problemas de família e ainda os problemas de família do marido também, enfim... É impossível descrever do que somos capaz em pelo menos 18 horas, contando com apenas 6 para dormir. Ah... Como poderia me esquecer de mencionar que ainda temos que arrumar tempo para estar linda, cheirosa e mais uma vez “atuar” demonstrando disposição e libido nas alturas pro “maridão”.
Tinha vontade de gritar: Ei! Você aí. Não está me enxergando não? Tô cansada de cuidar de você, cansada de cuidar da nossa casa, das nossas roupas, da nossa alimentação, dos nossos filhos, dos nossos problemas, do nossa relação, nossas responsabilidades... Tô cansada de ver você não se importar comigo, o que significa não se importar com a nossa relação.

E S T O O O U C A N S A D A A A.
Cuidar, amar, dar carinho e atenção, ter consideração e cuidado, ser gentil e generoso, tudo isso é muito bom quando é recíproco.

Diante dessas lembranças, passei a semana observando as pessoas ao meu redor e me deparei com padrões similares de submissão no casamento.
Então, me deparei com vários questionamentos:


  1. Para que serve o casamento?

  2. Por que as mulheres querem tanto casar, se elas passaram a ser também empregada, faxineira, cozinheira, secretária, psicóloga, amiga, amante e atriz em tempo integral?
Sim, porque a sociedade, o colega ao lado, a melhor amiga, o chefe, o marido não querem saber da sua jornada, das suas escolhas, eles querem que você seja compreensiva, atenciosa, carinhosa, competente, paciente, alegre, satisfeita e etc... etc... etc.
Bom, com tudo isso, me deparei com mais questionamentos:

1. O que é preciso mudar na relação para que possamos entrar na classe das mulheres que “vivem felizes em seu casamento”?
2. Será que é uma mudança que deve ocorrer nas mulheres?

3. Como deixar bem claro que as responsabilidades da casa, dos filhos e do relacionamento é dos dois?

Quando duas pessoas escolhem se casar, OS DOIS estão abrindo mão de alguns privilégios individuais para dividir uma vida a dois, abrindo mão de uma autonomia para pensar a dois. E isso, não deve ser um sacrifício e sim, um prazer.

Observem que acima eu usei a palavra escolhem e não resolvem se casar. Fiz isso porque quando duas pessoas decidem se casar, elas estão fazendo uma escolha. Você tem consigo alguém que escolheu viver ao seu lado. Alguém que lhe corresponde no amor, que lhe compreende, que pensa em você, que busca agradá-lo. É a existência de um “EU” e de um “OUTRO” interagindo no plano da vida.

Agora, gostaria de levá-los a uma reflexão:

• Que tal se colocar no lugar do outro?
• Onde está aquele sentimento de ser de alguém, de ter alguém?
 • Onde estão aquelas declarações de amor, aquelas atitudes carinhosas e expressões de afeto?
 • Onde está a generosidade na relação?

Significado de GENEROSIDADE num relacionamento (segundo a psicóloga Patrícia Gebrim): Ser generoso é respeitar o espaço de alguém, dar atenção ao outro apesar dos inúmeros afazeres, ceder numa negociação conjugal visando o entendimento mútuo.


Bom, termino aqui essa mensagem com um dizer bem interessante que li em algum livro mas não me recordo agora qual:


Feliz é aquele que mesmo ciente da dimensão real das dificuldades a serem ultrapassadas em um relacionamento, conseguem vislumbrar a recompensa no fim da estrada.

Escolhas... A vida é feita de escolhas. Qual é a sua?

Bjks a todos.

Por: Mitchel Pimenta

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Casei com um Padre







Uma terça-feira de outubro de 1980 ia dirigindo o meu Fiat vermelho para o trabalho ouvindo uma música que não me recordo agora, quando de repente senti uma batida no fundo do meu possante.
Saí do carro aborrecida e louca pra xingar o culpado quando me deparei com um padre.
Gente!!! Engoli todos os palavrões que estava para soltar. Ele olhou pra mim, pro meu carro, disse que não me preocupasse que iria ficar tudo bem. Fiquei super tranqüila, pois um padre jamais iria me enganar. Cheguei atrasada no trabalho e claro, tive que me justificar com meu chefe. Mas ele é um cara tranqüilo e não houve problema.
Bom, no dia seguinte o padre me ligou e começamos a resolver as questões da batida. Como meu carro iria ficar parado por uma semana para os reparos, ele se ofereceu para me levar ao trabalho pela manhã e no final do expediente me levar para casa, pois moro afastada da cidade do Rio de Janeiro. Eu aceitei claro. Se não aceitasse teria que pegar o primeiro transporte as 5:15 da manhã.
Íamos conversando muito, sobre assuntos variados. Ele era um homem viajado, culto, estudado e mais velho que eu 20 anos. Um dia, quando cheguei em casa percebi que estava me apaixonando por ele. Entrei em desespero. Não consegui dormir direito essa noite. No dia seguinte ele percebeu que eu estava um pouco estranha, calada e desconfiada. Me perguntou o que estava acontecendo, se eu estava preocupada com a demora do carro, falei que não, pois já era quinta-feira e no sábado eu já teria o meu carrinho de volta.
Pra minha aflição, o carro não ficou pronto e o chapista me pediu mais 3 dias úteis.
Meninas... Juro por deus, entrei em pânico. Passei o final de semana sem comer direito, chorando, perguntando a Deus porque isso estava acontecendo logo comigo.
Na segunda-feira, ele me viu abatida e perguntou o que estava acontecendo, mas uma vez falei que não era nada. Ele disse que precisávamos conversar. E quando eu menos esperava, ele falou que tinha se apaixonado por mim e que largaria o sacerdócio pra se casar comigo se eu quisesse. Chorava sem parar, de alegria e tristeza ao mesmo tempo. Falei que o meu sentimento era de amor por ele também, mas que minha família jamais aceitaria essa união.
Foram meses de muito sofrimento, questionamento, medo do julgamento das pessoas, emagreci 8 kg e perdi meu emprego. Um ano após aquela conversa, nos casamos, ele trabalha como professor, eu vendo iguarias que faço em casa, nosso filho Pablo é um homem de quase 30 anos e somos muito felizes.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Uma História de Amor Real


Pessoal, segue uma história linda e real que uma garota está vivendo e gostaria muito de contar com vocês para opinar ou contar uma experiência parecida.


“Nunca brinquei o carnaval de Olinda e como estava solteira me motivei a conhecer. Na concentração do bloco, avistei um rapaz interessante, uma figura masculina como sempre quis...
Segui em frente, curti, beijei, brinquei e foi muito divertido. Quase no final do percurso, quando menos esperava, ao olhar para o lado, me vi diante daquele rapaz que outrora me encantou.
Ele, imediatamente correspondeu ao olhar e eu de novo despistei o olhar, com medo dele estar acompanhado. Numa fração de segundos ele estava atrás de mim, como eu estava amarrada a uma amiga com uma bandana, para não nos perdermos, Ele então perguntou se podia acompanhar aquele bloco de duas garotas, ao meu lado... nem acreditei, mas respondi que SIMMMMMMM!
Seguíamos um bloco e quem cantava era Tatau. Conversávamos animados quando de repente, Tatau cantou uma música que ambos amávamos e que pensávamos que não iria ser mais tocada... O refrão dizia assim:
"Eu queria ser bem mais que amante, quero ter você o tempo todo".
Foi o início de uma grande história. Descobrir que em meio a tantas pessoas, você conhece alguém de outra capital, que teve o mesmo pensamento que você, não é nada comum não é mesmo!?
Entre beijos e abraços surgiu uma grande vontade de estarmos juntos... Ele pediu meu número de telefone, mesmo incrédula de que ele realmente ligaria, dei... E pasmem, dei o número correto. Coisa que qualquer pessoa em sã consciência, não faria em pleno carnaval. Claro que acreditando que aquilo não daria em nada, era amor de carnaval.
Fui pra casa nas nuvens, afinal conheci um lindo e educado rapaz e se ele não ligasse no outro dia, aquele carnaval já teria valido a pena.
No outro dia à tarde, quando estava me preparando pra mais um dia de carnaval o telefone tocou... E adivinhe quem era??? Ele mesmo. E queria me ver.
Fiquei tão nervosa que marquei no mesmo lugar do dia anterior, porém dei o nome do camarote errado.
Fui pro mesmo lugar da noite anterior e ele foi pro camarote famoso. O desencontro e o desespero. Após 30 minutos esperando, me dei conta da bobagem que tinha feito e resolvi ir atrás dele no camarote famoso, mas foi desnecessário, sabem por quê?
Porque ele estava a minha frente, ávido a minha procura. Que feliz encontro! Meu coração batia rápido e descompassado.
Abraçamo-nos tanto naquele dia com medo de nunca mais nos encontrarmos, tanta era a necessidade de estarmos juntos. Aquele engano poderia ter custado o final da nossa tão nova e tão frágil relação.
Encontramo-nos todos os dias de carnaval, sem exceção.
No término daquela festa mais uma vez, acreditei que seria o fim e ele sempre dizia que retornaria no final do mês de março, pois tinha negócios a concluir ali, na minha capital... Eu fazia o tipo "tá, eu acredito". rsrsrsrs
Bom, como ele havia dito, ele veio a Olinda e eu movi céus e terra para estar com aquele homem que tanto mexeu comigo.
Passou-se dois anos da nossa vida nesta ida e vinda e vivemos um belo, grande e forte amor...
Mas a vida, como une também desune e o por obra da distância, nos separamos. Resolvi me afastar por julgar que nunca seria possível concretizar aquela relação. Haja vista a distância e tudo que me prendia em minha cidade: família, carreira, amigos... Enfim... Fugi!
Eu sofri. Ele sofreu, tentou ligar e não mais conseguiu, mudei todos os meus números e não respondi a nenhum dos seus chamados.
O tempo passou... Depois de três anos nos reencontramos, só que virtualmente. Criei coragem de dizer "oi" e foi aí que tudo recomeçou. O tempo não apagou aquela forte e arrebatadora paixão. Tudo veio à tona: os sentimentos, os momentos que rimos muito, que passamos juntos, que passamos distante, o sofrimento, enfim... Um turbilhão de emoções, e pior de tudo, com uma força arrebatadora.
Toda aquela paixão, aquele amor e aquelas incertezas. Muitas coisas foram ditas nestes dias que se seguiram, o coração de ambos estava transbordando de tanto sentimento. Todas as máscaras foram deixadas de lado.
Mas nunca é fácil viver, imaginem reviver uma grande paixão.
Já citei que moramos em capitais distintas. Levantamos várias hipóteses de como sobreviver com todo aquele amor, pois ele tem um grande desafio profissional e não pode abandonar sua capital e eu tenho uma relação estável e por que não dizer feliz com outra pessoa, relação esta, que me traz muita paz, segurança, confiança, projetos juntos (inclusive o projeto já em andamento de casarmos) e tantas outras coisas...
A vida é engraçada! Faz as pedras se encontrarem, porém suas raízes ficam fincadas em algum outro lugar.
A questão é, minhas amigas: Será que é justo não viver esta paixão?

Bom garotas, agora é comigo. Que história heim!?
Suspirei a cada linha que escrevia pra vcs.
Eu me pus a pensar em tantas coisas com essa história e deixo pra vcs minhas leitoras algumas reflexões:
1º O quanto temos medo de acreditar e apostar quando não temos o controle total da situação, ou seja, a pessoa ao nosso lado e na mesma cidade.
2º O que é certo e errado no amor?

Para a nossa amiga pernambucana, a protagonista dessa história eu deixo a seguinte mensagem que é como eu gosto de terminar minhas reflexões:



Escolhas... Sempre ESCOLHAS.
A Vida é feita de escolhas. Qual é a sua?


Bjks a todos e uma excelente semana.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Revolução do Bem



Bom dia amigas e amigos,
Quero compartilhar com vocês o resumo de uma matéria que gostei muito, o título é: REVOLUÇÃO DO BEM .
Revista Bons Fluídos: Edição de Junho 2010 nº 135.


Viver nas grandes cidades é uma prova de resistência física e emocional. Uma maratona que encaramos diariamente, sentindo no corpo e na alma as marcas do combate: estresse, cansaço, irritação, intolerância e por ai vai. Porém, como toda ação desencadeia uma reação, alguns inconformados estão, felizmente, tentando neutralizar a hostilidade que corre solta pelas ruas das metrópoles.
“A cidade não é um espaço estabelecido por vontades políticas impostas de cima para baixo, e sim um espaço em permanente construção, passível de participação e carente de inclusão”, afirma Gustavo Godoy, integrante do coletivo Bijari, centro de criação de artes visuais, multimídia e arquitetura, de São Paulo. O grupo, composto por seis membros, não consegue ficar indiferente aos problemas que oprimem a capital paulista. Desse incômodo, nascem as propostas da trupe. Trocando em miúdos, esses artistas querem despertar o olhar e a mente, automatizados pela rotina, estimulando a população a repensar a realidade, com seus dilemas e possibilidades.
Objetivos semelhantes impulsionam os flash mobs, manifestações previamente combinadas pela internet que chegam a reunir centenas de pessoas em um local público. “As primeiras iniciativas surgiram com a popularização da rede mundial de computadores, tendo como referência os happenings (performances improvisadas)”, explica Caio Trigoli Komatsu, criador do portal Mobrasilnews.com, que reúne grupos do gênero.
Queremos transmitir a seguinte mensagem: não seja mais um dentro da multidão. Viva!”, destaca ele.
Além de levantar bandeiras sociais, comportamentais e ambientais, os flash mobs promovem o encontro de desconhecidos, celebram a união de forças em nome de uma causa comum. Um esforço nobre e necessário em tempos de isolamento e fuga do espaço público, ameaçado pela violência.
“O movimento ainda é desconhecido para a grande maioria das pessoas. No entanto, tem conquistado adeptos por mostrar que podemos fazer algo maior e provar que as redes sociais não isolam as pessoas”, avalia caio.
A matéria destaca três ações interessadas em fazer das cidades um lugar mais acolhedor e fraterno, porém neste artigo irei destacar apenas um que me identifico muito que tem o título de:

Cultura em Boas Mãos

“Livros não são objetos de decoração. Eles devem percorrer seu caminho” declara Felipe Meyer, idealizador do projeto Livro Livre, junto com Pedro Markum.
Por isso, não se espante de um dia desse encontrar num banco de praça ou ponto de ônibus um livro que pareça ter sido esquecido por alguém. Na verdade, ele foi deixado ali propositalmente para que você o encontre e o leve para casa, desde que se comprometa a passá-lo adiante após a leitura.

Para participar da iniciativa, basta seguir três passos:
O primeiro passo é ler um bom livro. Encerrando o deleite, vem o segundo passo que é colar dentro do exemplar a etiqueta encontrada no site do projeto: www.livrolivre.art.br. Esse registro contém um código para que a obra possa ser rastreada e para que os leitores possam deixar suas impressões. Por fim, a tarefa do terceiro passo é “libertar” a edição, “esquecendo-a”, como quem não quer nada, em um local público e bem movimentado onde possa ser rapidamente encontrada por um novo leitor.
O conceito é inspirado no projeto Bookcrossing, criado em 2001, nos Estados Unidos e que já conta com mais de 600 mil participantes em cerca de 130 países.
No Brasil, onde o hábito da leitura é freado por entraves econômicos e sociais, a iniciativa vem formar novos leitores, além de ampliar a vida útil dos exemplares. Uma corrente literária, mas, acima de tudo solidária.
Afinal, os amantes das letras conhecem o bem que um livro pode fazer por um indivíduo.

Bom pessoal, espero que tenham gostado da matéria. Me identifiquei bastante com o projeto porque sou uma amante das letras também e porque exatamente uns dois meses antes de ler esse artigo eu fiz uma coisa parecida. Peguei 80% dos meus livros e dei a outras pessoas que gostam muito de ler e pedi a elas que quando terminasse a leitura, repassasse para outras pessoas. Mas, a partir de agora que conheço o projeto passarei a seguir os três passos acima.

Aquilo que Nos Apaixona



Bom amigas e amigos, hoje é quinta-feira e eu adoooooooooorrrrrooooooo a quinta, dia de happy-hour com as amigas e porque significa que falta apenas um dia pra o inicio do fim de semana e ufffaaaa... descanso e lazer... rsrsrs
Vcs acharam que eu não iria opinar sobre a enquete anterior não é? Pois, enganaram-se. Aqui segue a minha resposta, com um texto muito interessante de Dr. Jorge Bucay.

Procura-se um Amante: e pode ser você mesmo. 

Muitas mulheres casadas vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de: Insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores.
Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança, levando a vida, empurrando com a barriga, como se dizem por ai. 
Elas já esperam o diagnóstico de depressão e a inevitável receita do antidepressivo do momento.
Mas, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que na verdade elas precisam é de um AMANTE!

“Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!” - pensam chocadas, escandalizadas.

Mas eu explico que AMANTE é:

O que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. “Aquilo que nos apaixona”, nos coloca pra cima.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro como um amigo, um filho, um parente muito próximo, um animal de estimação, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.
Também podemos encontrá-lo na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer do passatempo predileto.
E o que é "ir levando" a vida?
Enfim, é ter "alguém" ou "algo" que nos afasta da vida e nos conduz ao triste destino de "ir levando". Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com "ir levando" a vida; procure um amante, seja também um amante e um protagonista ... da SUA VIDA...

Bjks a todos e uma excelente quinta-feira.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Diferenças entre Marido e Amante

Queridos, boa tarde! Postei essa mensagem pra lançar aqui uma enquete polêmica. Abaixo tem as perguntas. Participem!!!

Foi provado, após acompanhamento de vários casos, que toda mulher precisa de dois homens: Um em casa e outro fora de casa e para entender, é muito simples:

O marido cuida da parte financeira, paga as contas dos filhos, da esposa e da casa.
O outro cuida de você.
O marido fala dos problemas, das contas a pagar, das dificuldades do dia.
O outro fala da saudade que sentiu de você durante a sua ausência.
O marido compra uma roupa nova para ir a um compromisso de trabalho.
O outro tira essa mesma roupa só pra você.
O marido dorme com aquela camiseta velha e de cueca, às vezes até de meia.
O sexo com o marido é uma seca, com o amante uma aventura.
O outro dorme completamente nu, abraçadinho a você.
O marido reclama das coisas que tem que consertar em casa.
O marido só lhe dá trabalho, o amante faz todo o trabalho.
O outro te recebe no apartamento onde tudo funciona perfeitamente.
O marido telefona pra casa e fica perguntando o que tem que comprar no supermercado, padaria e etc.
O outro telefona só pra dizer que comprou um champagne que você vai adorar...
O marido reclama do chefe, do trabalho, do cansaço de acordar cedo.
O outro reclama a sua ausência e os dias que fica sem te ver.
Ah... Esqueci o imprescindível... Outro nunca vai tomar cerveja com os amigos numa sexta-feira!!!
O amante estará com você enquanto o corno esta enchendo a cara com um monte de macho do lado.
Ahh, um ponto extra, a mulher com o amante tem sempre vontade de fazer sexo, com o marido uma vez por semana e já é demais.
Bem, você vai me perguntar:
- Por que não trocar o marido pelo amante?
Conselho útil:
Pelo simples fato de que o amante se for viver com você, passará para o papel de marido e logo, logo, você precisará arrumar outro.

(Esse texto rola pela internet e não consegui encontrar o autor, portanto é um desconhecido)

Você acredita mesmo que a mulher precisa de um amante pra continuar casada?


Bom, acredito que assim como nós mulheres reclamos, eles devem ter as comparações entre uma esposa e uma amante e não deve ser muito diferente. Portanto homens, respondam essa enquete tbém:

Você acredita mesmo que o homem precisa de uma amante pra continuar casado?

Bjks a todos.

Mitchel

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Viver Despenteada



Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade...
O mundo é louco, definitivamente louco...
O que é gostoso engorda. O que é lindo custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia...
• Fazer amor - despenteia.
• Rir às gargalhadas - despenteia.
• Viajar, voar, correr, entrar no mar - despenteia.
• Tirar a roupa - despenteia.
• Beijar à pessoa amada - despenteia.
• Brincar - despenteia.
• Cantar até ficar sem ar - despenteia.
• Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível...
Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado... Mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa que aquela que decide não subir.
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Arrume o cabelo, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria... E talvez siga algumas instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita...
A pessoa mais bonita que posso ser!
O que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.
Por isso, aqui vai minha recomendação a todas as mulheres:

Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável,
admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida te despentear!

(Autor desconhecido)

Olá amigas e amigos,

Que tal essa sugestão de viver descabelada? Rsrsrs
Bom, posso dizer que vivo descabelada. Sou muito autêntica, prática, segura, tenho um estilo bem próprio de ser e vivo a minha vida intensamente.
Vivo os momentos como se fossem únicos. È indescritível o prazer que sinto nas mínimas coisas qndo estou de bem comigo mesma.
Nem sempre foi assim é claro! Mas como o meu lema passou a ser: Acreditar é o que faz a diferença, aprendi a acreditar que cada dia é melhor que o anterior.
Bjks a todos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Relacionamento a Dois


Por LúciaLms


Sabemos que, quando um jovem casal resolve contrair núpcias, é porque entendem que se amam e que seu amor perdurará para todo o sempre.
Infelizmente, nem sempre é o que temos visto nos tempos de hoje, pois a maioria dos casais se unem sem nem mesmo saber o que vem a ser o AMOR.
Casam-se já pensando em "Se não der certo, amanhã ou depois eu me separo!"
Não sabem mais cultivar um relacionamento, construindo-o pacientemente no dia a dia, em meio aos problemas e dificuldades, enfrentando rotinas com carinho, dedicação e boa vontade, sem nunca esquecer da grande importância do diálogo e da cumplicidade, o que torna a parceria a dois extremamente agradável, suprindo-a de forças para enfrentar aos obstáculos naturais da vida em comum.
Esquecem-se que o amor precisa, como uma delicada e bela flor, ser cultivado com muita dedicação, carinho, paciência, doação e gentileza, muitas vezes até mesmo sendo necessário o predomínio de certas renúncias, em seus diversos matizes, em benefício do ser amado ou do bem comum.
Esquecem-se, também, que é preciso manter acesa a chama do encantamento, numa amizade enamorada, que deve ser fruto de uma construção carinhosa do dia a dia, em meio ao bom-humor e a brincadeiras a dois, quando então, posteriormente, ao serem relembradas entre quatro paredes, à noite, poderá proporcionar a ambos deliciosas conversas com momentos de gostosas gargalhadas.
Ambos devem ter presente que é preciso manter a sedução, numa conquista diária, seja ela construída em meio às panelas ou entre perfumados lençóis...
Pequenas atitudes no seu dia a dia poderão criar momentos deliciosos de cumplicidade a dois que, paulatinamente, vão reforçando sua intimidade e apertando os laços encantadores do amor.
Lembremos sempre que o amor não é apenas o acelerar de dois corações, mas sim, uma construção diária e paciente, onde, no somatório desses sentimentos, ele se fortalece e se expande, tornando-se cada vez mais um amor profundo, maior, vindo a acrescentar e contribuir para a elevação do outro e pelo outro, proporcionando um crescimento mútuo, favorecendo a todos os envolvidos.
Serão então dois seres que se impulsionam crescendo em conjunto.
Isso sim é o Amor!

Boa tarde amigas(os)
Boa reflexão para nossa tarde heim!?
Ah.... O amor... Vivemos em busca desse amor que completa, que troca, esse amor que nos deixa desorientada na melhor forma de falar.

Bjs a todos.

sábado, 14 de agosto de 2010

Mudar na Vida a Dois




Quem já não ouviu falar em casais que se separam e, após algum tempo, voltam a namorar (entre si)?
Pois é mais comum do que podemos imaginar. Infelizmente as pessoas costumam deixar os problemas atingirem níveis quase insuportáveis para buscar uma ajuda e uma solução.
O temor ou a incapacidade do diálogo entre os casais é a principal causa dos conflitos que acabam levando à separação.
É triste, mas só depois que um deles desiste de lutar contra algo que não está bem, mesmo tendo tentado à sua maneira enfrentar o problema, e divorcia-se, é que a "ficha cai" para o parceiro.
Tentativas frustradas de conversas, em que um tenta, em vão, dizer ao outro o que não está bom e o que o incomoda, mas não é levado a sério como deveria, chegam a um estopim que parece só se aliviar com a separação.
A partir da dor da distância o cônjuge inconformado, que não ouvia as queixas do outro, passa a querer se modificar, tentando entender porque, afinal, não davam certo juntos. Só então ele se analisa - às vezes procura uma terapia para auxiliá-lo nessa busca interna por respostas -, e começa a modificar seu comportamento a partir dos pontos que o outro apontava, mas que antes eram simplesmente encarados como cobranças (e quem gosta de ser cobrado?).
Tive a oportunidade de presenciar casais que se separaram e, a partir daí, começaram uma nova vida reestruturando a rotina, as atitudes, ampliando os pontos de vista e enxergando o "ex" com outros olhos, sem resistência, sem falta de paciência, sem o escudo que colocamos à nossa frente quando não queremos ou não podemos ver algo, pois é difícil ou dolorido encarar a verdade e assumir determinados erros.

Devo mudar meu comportamento só porque o outro está pedindo?

Não, não estou dizendo isso. Quero dizer que o casamento é a melhor forma das pessoas se conhecerem, pois o outro é, por muitas vezes, nosso espelho, dando-nos "feedback" das nossas atitudes, fazendo-nos perceber como podemos provocar sentimentos bons ou maus no próximo a partir do que fazemos, e de como fazemos. Estar aberto para esse retorno de quem convive conosco e aproveitar para se olhar, rever as atitudes, é uma ótima chance de crescimento como pessoa.
Nem sempre o olhar do outro pode estar certo, mas vale o questionamento a partir daí. Por que não acolher e discutir com ele seu ponto de vista? Se forem muito discordantes, aí sim vale um investimento maior em uma terapia de casal, ou individual, para que consigam resolver essas diferenças antes que elas destruam o relacionamento.
Esse é o ponto: muitos casais sofrem terrivelmente porque um não ouve o que o outro tem a dizer, e se fecha em sua "verdade" absoluta, recusando-se a rever algo que incomoda muito o cônjuge, por achar que é assim e deve continuar assim.
Não podemos esquecer que a relação é feita de duas pessoas, e quando algo de um está incomodando, deve-se falar a respeito e tentar resolver. Deixar quieto o que não vai bem só resultará em um amontoado de queixas, que tendem a crescer com o tempo, minando o amor que um dia uniu o casal.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Antes Idiota que Infeliz


(Arnaldo Jabor)

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.

Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreo e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alôôôuuu gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é para continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: " vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
E ai!? Vc quer ser idiota ou Feliz?
Escolhas... Sempre Escolhas....
Bjs a todos.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mulher Moderna

A história da mulher é surpreendente, pois, nos fala de sua luta, de seu passado e das mudanças. Mas hoje ainda há muita discriminação, desrespeito e inúmeras humilhações.
Os tempos mudaram e a mulher moderna vive sim algumas transformações, pois, é madura, segura, esposa, amante, mãe, trabalhadora e algumas ainda ajudam em causas sociais.
Com muita luta e muitas lágrimas as mulheres conquistaram uma posição quase igual à desfrutada pelos homens. Algumas se tornam executivas brilhantes, com uma visão de negócios invejável, que por suprema ironia conseguem ser mais cruéis do que alguns dos seus mais fortes adversários masculinos.
Após as lutas por igualdade de direitos travadas no último século, a MULHER contemporânea acumula funções que antes eram delegadas apenas aos homens.
As responsabilidades e a carga de trabalho tornam-se cada vez maiores e a mulher sente-se angustiada frente a tantas demandas. Além disto, muitas mulheres enfrentam enorme sentimento de culpa, ao perceberem que alguns setores de sua vida não recebem tanta atenção como deveriam.
Família, trabalho, saúde e beleza são áreas da vida em que a mulher geralmente se cobra perfeição. Além das expectativas que ela impõe a si mesma, há também as pressões externas: os filhos querem dedicação exclusiva, o marido deseja uma mulher atraente e atenciosa, o chefe espera uma profissional competente.
Para corresponder a tantas cobranças a mulher moderna tem que fazer um esforço sobre-humano e ainda assim, na grande maioria dos casos, não obtém o sucesso desejado. Este perfil da mulher moderna surgiu depois da Segunda Guerra, quando a mulher começou a pensar em mercado de trabalho.
Mesmo assim a imagem da dona de casa, que fica sempre cuidando do seu lar, ainda existe com muita força, pois é um arquétipo, um símbolo do inconsciente coletivo, um padrão de comportamento que se repete através dos tempos. Esta mulher sofre muito mais do que antes, porque antes da década de 70, ela era aceita socialmente, porém o fato de não trabalhar acaba gerando crise no casamento, por que ela não tem uma renda própria. Sendo assim, a primeira meta da mulher nos dias de hoje, é atingir a auto-estima, por ela não se adequar aquilo que dela se espera na atualidade.
A mulher moderna possui a seguinte mensagem: “Eu me basto, eu não preciso do outro; Eu posso até ser casada, mas sou independente. Ele pode ir embora a qualquer momento. Ele não irá me fazer falta. Vou continuar cuidando dos filhos, vou continuar com o meu trabalho”. Deve-se ressaltar, a título de imparcialidade, que isso não pode ser generalizado, pois não são todas as mulheres que conseguiram se destacar e que obtiveram uma supremacia dentro de um ambiente estritamente masculino.
Aliás, um número muito pequeno conseguiu esse “privilégio”. A maioria das mulheres, e normalmente as subordinadas, possuem a dupla tarefa de trabalharem fora durante o dia e à noite cuidarem das tarefas domésticas, pois não contam com o auxílio de uma ajudante (também mulher) que fique em sua casa desempenhando essas funções. Sem falar na questão filhos.
Mas existe uma cobrança permanente imposta pela sociedade sobre todas as mulheres. Através de estereótipos criados ao longo do tempo, apenas reproduziram a imagem idealizada para elas, inclusive a moderna executiva bem sucedida, e não conseguem se libertar disso. Talvez com isso se explique a agressividade com que reagem diante das contradições que fazem parte da vida de todos os seres humanos.
A herança doméstica deixada para as mulheres, ou seja, todos os encargos de uma casa é outro fardo insuportavelmente pesado de que elas não conseguem se livrar. Não existe emancipação que tire dos seus ombros essa responsabilidade. Ainda resta um longo caminho para se percorrer antes que as respostas apareçam. Apesar de controvertida e polêmica, essa reflexão mostra também que muito do que foi analisado aqui não pertence exclusivamente ao universo feminino.

Solidão Contente

O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas.


IVAN MARTINS
É editor-executivo de ÉPOCA

Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.
Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.
Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.
Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.
“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.
Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.
Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.
A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.
A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.
Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?
A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.
Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.
Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.
Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.
Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.
Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.

Meninas, esse texto é perfeito. Tem muito a ver com o momento que estou vivendo "hoje" em minha vida.

Já estava me achando estranha por gostar de não ter um homem o tempo todo ao meu lado. Por me sentir invadida qndo eles querem "namorar". rsrsrsrs.
Hoje, tenho plena consciência do meu corpo, do que gosto e do que não gosto. Tenho noção do certo e do errado. Tenho maturidade e responsabilidade. Ahhhhh!!! É tão bom ser EU.
Esse momento tem sido realmente maravilhoso pra mim. Me sinto feliz com minha família e principalmente com minha filha, minhas amigas, meus amigos, meus livros, meu trabalho, minhas meditações, meus momentos só meu. É claro que existem os contra tempos, chateações, mas isso é a VIDA lhe mostrando que vc existe em um mundo de possibilidades e acontecimentos.
Não sei até qndo isso vai durar, mas a verdade é que estou Ammmaaannnddooo esse momento.


Bjks a todos.