Olááá! Hoje é

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz Olhar Novo!





Amigos! Recebi de uma pessoa, esse lindo texto de Carlos Drummond de Andrade por e-mail e achei perfeito pra esse momento de renovação, portanto EXERCITEM-SE NA ARTE DE SER FELIZ!

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA.

Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais... Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?

Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem... 2010 foi um ano cheio.

Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões.

Normal. Às vezes se espera demais das pessoas.

Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou.

Normal. 2011 não vai ser diferente.

Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo para todos nós é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!

Que todos consigamos perdoar o mal educado. Ele passou na sua vida, não pode ser responsável por um dia ruim.

Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento (me lembro sempre de um lance que adoro: CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE).

Chorar faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.

Desejo para todo mundo esse olhar especial. 2011 pode ser um ano muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.

2011 pode ser maravilhoso, lindo, espetacular... Depende de mim, de você! Então, que seja!

Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!

"UM ANO NOVO CHEIO DE MUDANÇAS E REALIZAÇÕES!

Por: Carlos Drumond de Andrade

Bjks
Mitchel

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sempre é tempo de se Renovar



Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente. 
(Carlos Drummond de Andrade)

A chegada do final do ano nos convida a refletir sobre o período que se passou e o que está por vir.
Este é o momento de repensar a própria vida e avaliar os pontos que desejamos mudar no novo ano que se inicia.
Este processo de reflexão e até introspecção é importante para que possamos desfrutar de maior equilíbrio nesta nova fase que está por vir. E para isso, é necessário um momento de silêncio, respiração e meditação para o encontro consigo mesmo e com suas emoções e desejos mais profundos.

Então meus amigos, vamos há este momento:
Sente-se num lugar tranquilo e silencioso, respire pelo nariz e expire pela boca quantas vezes achar necessário até sentir-se calmo, faça uma prece e em seguida fale o que quiser, sobre seus desejos, anseios, suas fraquezas, enfim... Deixe o seu pensamento aflorar e por fim, não se esqueça de agradecer ao nosso Mestre e Amigo de todas as horas.

E lembrem-se: Sempre é tempo de se renovar e de viver em paz.

Desejo a todos que em 2011 não nos falte à boa leitura e todos os sentimentos que permite aflorar e crescer.
Agradeço a todos pelo ano de convivência e confiança, com a certeza de termos tirado lições boas das nossas leituras e experiências.
Um 2011 repleto de paz, coragem, confiança, serenidade, equilíbrio, conquistas, mas principalmente, eu desejo que encontrem o AMOR em suas vidas.

Bjks
Mitchel

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal é pura expressão de Amor



Para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
E quem vive sem caridade desconhece o encanto do mar que incessantemente acaricia a praia, num vai-e-vem constante...
Natal é fraternidade...
E a vida sem fraternidade é como um rio sem leito, uma noite sem luar, uma criança sem sorriso, uma estrela sem luz.
Mas o Natal também é união...
E a vida sem união é como um barco furado, um pássaro de asas quebradas, um navegante perdido no oceano sem fim.

E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
E a vida sem amor é desabilitada para a paz, porque em sua intimidade não sopra a brisa suave do amanhecer, nem se percebe o cenário multicolorido do crepúsculo.
Viver sem a paz é como navegar sem bússola em noite escura... É desconhecer os caminhos que enaltecem a alma e dão sentido à vida.
Enfim, a vida sem amor... Bem, a vida sem amor é mera ilusão.

Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...

Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...

Nesse fim de ano deixe a magia do natal tocar no fundo de seu coração.

Feliz Natal a todos!!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Renove-se






Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de NORMOSE, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é:
Quem espera o que de nós?
Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos.

Melhor se preocupar em ser você mesmo.
Não se compare a ninguém. Não vale a pena! Você é único! Explore mais as suas possibilidades!

Reconheça a pessoa especial, forte, talentosa, guerreira e poderosa que você se transformou.

 
Sinta-se renovado, preparado e potencializado no dia de hoje.

Isso mesmo, sinta tudo isso e vá em frente.

Chegou a hora de encarar uma nova etapa, pois é tempo de se refazer e, se for preciso, sair das cinzas!

Você pode, você é capaz! Você merece!

Retome todos aqueles antigos e bons sonhos e dê a você mesmo mais uma oportunidade.

Agora é a sua hora de recomeçar para fazer florir a sua vida.

Viva de novo, mas de uma maneira diferente, do seu jeito!

Hoje não é nenhuma data especial e nem precisa ser para celebrar a vida. Bote fé nessa criatura linda, competente e guerreira que você sabe que é!

Tenha um novo ânimo! Tenha mais esperança, mais alegria e mais amor!

E para conquistar isso basta um estalar de dedos. Basta querer.
Festeje, celebre e comemore por ter chegado até aqui.
Valorize-se mais!

E comece a se perguntar mais: "O que é possível?"
E transforme seus sonhos em realidade porque você sabe que pode e que merece.

Lembre-se sempre que a prosperidade está te esperando.

Não sofra de Normose...
RENOVE-SE

Por Martha Medeiros.

Bjks
Mitchel

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

VIVER DESPENTEADA



Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade...
O mundo é louco, definitivamente louco...
O que é gostoso engorda.  O que é lindo custa caro.  
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia...

·         Fazer amor - despenteia.
·         Rir às gargalhadas - despenteia.
·         Viajar, voar, correr, entrar no mar - despenteia.
·         Tirar a roupa - despenteia.
·         Beijar à pessoa amada - despenteia.
·         Brincar - despenteia.
·         Cantar até ficar sem ar - despenteia.
·         Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível...

Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado...  Mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa que aquela que decide não subir.
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Arrume o cabelo, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria...  E talvez siga algumas instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita...
A pessoa mais bonita que posso ser!
O que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.
Por isso, aqui vai minha recomendação a todas as mulheres:

Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável, admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida te despentear!

Autor desconhecido

Um meeeggaaa início de semana a todos.

Bjks
Mitchel

domingo, 19 de dezembro de 2010

SOLIDÃO CONTENTE



O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas.

Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.

Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.

Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.

Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.

“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.

Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.

Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.

Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.

A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.

A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.

Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?

A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.

Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.

Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.

Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.

Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.

Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.

Por: IVAN MARTINS - É editor-executivo de ÉPOCA.

Bom domingo a todos!

Bjks
Mitchel

sábado, 18 de dezembro de 2010

Um Novo Horizonte



A mente é mesmo um mistério. E o caminho de transformação é mesmo inusitado...
"Céu, estrada aberta pro mar, é só começar, é só você deixar, e a vida pode ser feliz, mesmo por instantes, mesmo por um triz"... Diz Marina Lima. E ela tem razão... Mas, este não é o começo da caminhada, mas o adiantado dela. Pensando que os fenômenos não existem por si só, mas dependem da nossa atribuição e da nossa relação com eles, pensando que tudo é o espaço vazio das infinitas possibilidades, o que sobra é a mente e suas projeções...
No caminho da autotransformação, que é o caminho de desmontar essas projeções e irmos nos desnudando, constato que o crescimento da consciência é descontínuo, ou seja, seguimos numa estrada e o trabalho é quantitativo: fazemos, fazemos e fazemos; há que se ganhar músculos neste trabalho, e parece que não vemos um resultado contundente dos nossos esforços, parece que nada acontece (me lembro de um mestre que disse certa vez: o Samsara é um oceano, você nada, nada, nada e quando vê, não saiu do lugar...). Mas precisamos fazê-lo; e o caminho de crescimento se revela num lento e invisível gotejar.
Mas, aparentemente, sem mais nem menos (aparentemente, porque há que se atingir um quantum energético de consciência e nunca sabemos quanto é o suficiente), num dado momento - aquele em que o creme de leite vira manteiga, ou queijo - a situação simplesmente vira de um jeito inusitado, e a mudança é tanto qualitativa quanto inesperada e inexplicável, e de um processo físico, passamos a um processo químico, ou alquímico, talvez.

É uma reviravolta... Não estamos mais falando de um esforço voluntário, mas de um fato novo que aparece na história, uma revelação, uma coincidência providencial, um insight súbito, um alívio...

Quando isso acontece na análise, é como uma chuva num deserto... Ou um oásis; o que mais costumo ver é um fato novo, um feliz acaso, uma sincronicidade abençoada, uma conversa reveladora, um dado novo que entra na história, um sonho, uma compreensão que vem de outra ordem... Como a maçã de Newton. Algo que conta sempre com o apoio das forças misteriosas e benfazejas do Universo; uma energia de bênção... E liberação.
E nessa reviravolta, todas as premissas, o modo como nos víamos e as histórias que tínhamos a nosso respeito, simplesmente caem por terra, e, caindo, uma paisagem mais ampla se descortina e muda-nos, definitivamente. Entendi que isto é o chamado salto quântico e que, num súbito momento, estamos liberados, somos diferentes e saímos do casulo, ou da barriga da baleia - tal qual Jonas - diferentes. Experimentamos uma "pequena iluminação", não "A Iluminação", mas uma pequena experiência de um amanhecer interno, onde antes havia noite. Na prática, isso não se traduz num evento grandioso, escrito com letras garrafais da vida... Ao contrário, às vezes é uma coisa bem miúda...Mas muda tudo.
Entendi também que é preciso fazer o caminho do lento gotejar (muitas vezes tormentoso; ninguém está dizendo que é fácil!) para se acumular a energia suficiente até que se criem as condições para que, num dado momento, sem que saibamos quando, o salto se dê (mas quando ele se dá, a dor se vai). Ou seja, Newton pensou, pensou e pensou e era preciso que pensasse, para que num dado momento, o imponderável atuasse e a solução do enigma da gravidade lhe viesse como que por milagre, com a maçã caindo em sua cabeça, mas um milagre resultante e concomitante (sincrônico) com o próprio esforço consciente. "Ajuda-te que a vida te ajudará", mas faça a sua parte, para a vida poder fazer a dela.
E como não há caminho fora sem uma contrapartida dentro, e não há caminho interior que possa se desenrolar sem que a paisagem externa se mova, sem que a vida aparente também se modifique, não pela necessidade de se comprovar resultados, mas porque o Universo dança no alinhamento do tempo pequeno, o linear, com o tempo grande, aquele cíclico, assim, sincronicamente, a paisagem interna e a externa se encaixam e, neste alinhamento, qual segredo de cofre, uma porta se abre e enxergamos a vida com um novo horizonte... De uma nova perspectiva!
Este texto talvez pareça abstrato demais aos práticos e óbvio aos intelectuais. Mas, entre uma coisa e outra, ele é o compartilhar dos processos de transformação que vejo, o meu próprio e o daqueles que tenho o privilégio de acompanhar, contando com a limitação de traduzir sensações em palavras...

Por Isabela Bisconcini - Terapeuta Floral, Reiki II.

Enfim, como dizia Guimarães Rosa, "todo abismo é navegável a barquinhos de papel.

Bom final de semana a todos.

Bjks
Mitchel

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Aprenda a se conhecer para conhecer alguém.


Amadas, esse texto um pouco longo mas vale a pena ler e refletir sobre o assunto.

Muitos relacionamentos começam com paixão e idealização. Idealizar é enxergar no outro o que você deseja e não as reais qualidades que a pessoa apresenta naquele momento. É querer que o outro responda as expectativas criadas pela sua própria fantasia. De certa maneira, é querer que a outra pessoa realize suas vontades e desejos pré-estabelecidos. Mas, quando saber se isso está dentro do que é considerado normal?

Com o passar do tempo essa paixão muitas vezes passa, pois na verdade não estava ligada a dados reais e concretos, mas a ilusão que é originária, possivelmente, de todos os filmes e histórias românticas vistas e escutadas durante muito tempo (normalmente, já introduzida na infância e reforçada ao longo dos anos).

Mas a vida não é um filme, um livro de romance ou algo em que o acaso é o único dono do destino, sem possibilidades de atuação. Nós podemos começar a fazer novas escolhas mais satisfatórias e adequadas para nossa felicidade e também da pessoa ao nosso lado.
Observe que para tudo na vida, de modo geral, as pessoas dedicam muito tempo para se aperfeiçoarem: estudando, treinando e vivenciando, por exemplo, o trabalho, os esportes, algum novo curso etc., mas no assunto relacionamento tudo parece diferente. Muitos se deixam levar e ficam a mercê do destino e do acaso. Frases como: o que tiver que ser será , quando a gente menos espera a pessoa certa aparece , etc... Todos já ouviram várias vezes. E se esquecem que devem preparar e cuidar dos pensamentos e da maneira com que escolhem quem estará ao seu lado.

Deixar de enxergar o outro como ele realmente é, faz com que as pessoas deixem de viver novas experiências para se entregar a padrões criados em sua mente. Portanto, fecha-se os olhos para uma realidade que mais dia ou menos dia aparecerá. Isso se torna um grande problema, pois a ilusão não perdura para sempre e, portanto, após a descoberta, vem a decepção. Sentimento de fracasso, desgosto e desilusão são muito negativos e poderiam, em muitos casos, serem evitados se houvesse uma preocupação com atos e escolhas.

Quem disse que o príncipe encantado existe? Alguém já o viu? E quem arrisca dizer que sim? Será essa pessoa um príncipe encantado de verdade ou uma pessoa normal que você enxerga através de lentes e distorções produzidas pela mente? O que é real e o que é imaginário? Sempre ouvimos histórias sobre os príncipes no começo dos relacionamentos, depois de alguns meses eles viram sapos, ou melhor, voltam a ser quem sempre foram, nem príncipes, nem sapos, pois essas percepções só estavam na mente de que os criou. Importante lembrar que homens, também buscam uma mulher perfeita (essa percepção vai variar de pessoa para pessoa, segundo seus critérios de aprendizagem prévia), mas não dão o nome de princesa encantada. Ou seja, todos querem um relacionamento feliz e harmonioso. Cada um dentro de sua realidade e contexto de vida.

Não podemos esperar a perfeição se não somos perfeitos.
Já contava uma história antiga de que um jovem, muito bonito, inteligente, saiu em busca de uma mulher perfeita, por não achar na sua cidade, saiu pelo mundo a procurá-la. Anos depois, voltou a sua cidade natal, sozinho e todos perguntaram se ele havia achado o que procurava em sua viagem. Ele respondeu que sim. E todos curiosos queriam saber onde estava essa mulher, e então ele respondeu: Não estamos juntos. Ela também estava buscando o homem perfeito e foi procurá-lo mundo a fora.

O romance além da atração física deve surgir das afinidades e dos objetivos em comum entre duas pessoas. Isso é muito importante, para que se possa compartilhar a vida em diversos momentos, como fazemos com nossas famílias e amigos. Para isso é preciso aproveitar a oportunidade de conhecer o que há de melhor em cada pessoa, independente do fato de que ela será seu namorado (a), esposo (a) ou não.

Compartilhar a vida é também aceitar o outro como ele é e poder abstrair seu melhor. Criar novas amizades, novos conhecimentos, que podem ser importantes em sua vida de outras maneiras e não somente como um romance. Não se pode ou deve depositar suas carências e dependência no outro. Ser livre e saber viver para si é fundamental.

Algumas pessoas vivem a vida como se existisse um concurso para eleger quem será o seu namorado (a) e com esse comportamento, deixam de aproveitar os momentos e viver o presente, deixam de viver a vida como ela é. O problema surge quando a pessoa escolhida não condiz com o modelo imaginário, então, já não há mais interesse. Será que se relacionar é apenas ter outra pessoa ao lado que supra as carências? Ideal seria aceitar o outro como ele é e tê-lo ao lado por admiração concreta e real. As carências deveriam ser supridas por cada um e não por outra pessoa.
Existem muitas maneiras de se viver a própria vida ao lado de outra pessoa. Viver uma ilusão sem dados reais leva a frustração. A vida é feita de momentos e de sonhos que podem ser concretizados se houver interesse e dedicação. Deve-se aproveitar a vida e vivê-la intensamente. Aceitar as experiências reais, vividas com verdade, assim fica mais fácil encontrar alguém muito especial.

Texto de Adriana de Araújo.

Boa reflexão meu queridos.
Bjks

Mitchel

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Antes idiota que infeliz!




Amadas e amados! Compartilho com vocês essa maravilha de texto de Arnaldo Jabor.

Estamos com fome de amor - Arnaldo Jabor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse à oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

Boa quarta-feira a todos.
Bjks

Mitchel

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mulher da página 194



Ela é loira e Linda. Tem 30 anos. Modelo profissional. Saiu na última edição da revista Americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos... A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.
Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, provavelmente, devido à idade que tem.
Nós que temos conhecemos bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.
A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.
Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem Photoshop, na beira da Praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria... Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.

Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), é apenas isso: magérrimas... Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.

Que reação à foto causou em você?
Repúdio ou alívio?

Texto: Martha Medeiros

Bjs meu queridos!
Mitchel