Olááá! Hoje é

domingo, 30 de janeiro de 2011

De quem você é refém?



Por: Rosana Braga
Há alguns dias, tendo de tomar uma importante decisão no meu universo profissional, comecei a me sentir incomodada com algo, mas sem saber o que, exatamente. Sentia-me sem vontade de trabalhar, me dispersando por qualquer motivo, improdutiva. Resolvi me observar; queria descobrir o que estava me deixando irritadiça, como se estivesse contestando alguém ou alguma coisa.
Numa tarde, conversando com minha agente e amiga muito querida, a Claudinha, descobri! Enquanto contava sobre como vinha me sentindo nos últimos dias, inclusive porque ela mesma dizia perceber que eu não estava dando o retorno de sempre, ‘a ficha caiu’: estava me sentindo refém!
Mergulhei neste sentimento... Refém de quê? De quem? A troco de quê? Quanto deveria ser pago pelo meu resgate, a fim de que eu me sentisse livre? Quem pagaria?
Segundo o Aurélio, ‘refém’ significa: “Pessoa importante que o inimigo mantém em seu poder para garantir uma promessa, um tratado, etc.”. Achei esta definição perfeita, formidável. Era exatamente isso que estava acontecendo. E fiquei pensando que a maioria de nós se torna refém de algum inimigo durante boa parte de nossa vida.
“Mas que inimigo? Não tenho inimigos!”, você poderia argumentar. E eu afirmo, com certeza, que se não estivermos atentos, teremos um inimigo em potencial muito mais perto do que imaginamos: uma parte de nós mesmos, seja em forma de pensamentos negativos, de crenças limitantes, de promessas ultrapassadas, de tratados que já não fazem sentido, ou simplesmente de desejos que não valem o preço do resgate.
Traduzindo melhor, esses inimigos podem ser escolhas que garantem aquisição de bens materiais – uma casa ou um carro, por exemplo; podem ser comportamentos para obtenção de fama ou reconhecimento de alguém ou a crença de que agindo de determinada forma seremos amados; a aceitação inconsciente da ilusão de que somos o que vestimos, o lugar onde freqüentamos, e assim por diante.
Claro... Tudo isso tem sua importância, sem dúvida! Mas desde que você seja sempre o mentor de cada uma dessas crenças e afirmações. Desde que você seja comandante de suas ações, dirigente de seus passos e tutor de suas escolhas – cada uma delas – durante todos os dias de sua vida, lembrando que a sua verdade de hoje pode simplesmente se tornar uma mentira amanhã... e que isso, na maioria das vezes, se observarmos com os olhos do coração, não é de todo ruim.
Por fim, é bom começar a considerar que a partir do momento em que você age sem respeitar seus verdadeiros sentimentos, sem levar em conta sua missão, seus dons e seus valores, torna-se refém de si mesmo, torna-se seu próprio inimigo.
Abdica deliberadamente do seu direito de questionar o caminho que tem seguido e, se for o caso, mudar de idéia, de perceber que nada é garantia nesta vida, além da chance encantada de viver...
Deste modo, quando algo nos incomodar, que tal nos interrogarmos: quem disse que só existe esta saída? Quem disse que eu só poderei me sentir feliz deste jeito, neste lugar, com esta pessoa ou neste trabalho? Quem disse que eu tenho de ter isso ou aquilo? O que eu realmente quero? O que tenho feito para seguir a minha verdade, ainda que ela seja diferente da verdade de ontem? E, por fim, o que tenho feito para apostar diariamente naquilo em que eu genuinamente acredito?!?
Assim, estou certa de que valerá a pena pagar o preço do seu resgate. Sim, porque é você, sempre você, quem terá de pagá-lo. Afinal de contas, você é uma pessoa importante e não pode permitir que o inimigo – ainda que seja você mesmo – o mantenha em seu poder para garantir uma promessa, um tratado, etc. Se uma promessa se torna um cativeiro, é hora de pagar o preço por sua liberdade e retomar o caminho da felicidade, o seu caminho!

Um meeeggaaa domingo pra vcs.
Bjks

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Feliz por Nada




Minha amiga Vanessa Machicado me passou esse belíssímo texto de Martha Medeiros. Aproveite essa boa reflexão. 


Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo.
Há sempre um porquê.
Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas.
Muito melhor é ser feliz por nada.
Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou.
Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses.
Feliz porque você não magoou ninguém hoje.
Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
Esquece.
Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo?
Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. "Faça isso, faça aquilo".
A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros.
Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também.
Estando triste, felicíssimo igual.
Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?
Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos.
Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento.
De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. 
Adequação e liberdade simultaneamente?
É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário de Proust.
Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria.
Que mania de se autoconhecer.
Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.

Bjks
Mitchel

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Às favas com o amor! Eu quero é ser feliz...




Por: Rosa Braga

Pois é... A sensação que tenho tido, nos últimos tempos, é de que essa busca pelo grande amor, pelo par ideal, pelo príncipe encantado, pela felicidade infinita – que deveria ter se configurado como um caminho edificante e enobrecedor – tem servido bem mais para transformar a vida de um grande número de pessoas numa insanidade que é, sobretudo, ineficaz.

Basta repararmos um pouco mais atentamente na enorme confusão que tem sido tantas relações (com suas intermináveis tentativas de nomenclaturas) e terminaremos por concluir que nisso tudo tem algo que precisa ser revisto, reavaliado e reconduzido.

Se estudarmos um pouco mais profundamente a história da humanidade, não demoraremos a descobrir que o comportamento entre homens e mulheres, incluindo o desejo sexual e suas mais diversas manifestações, passou por algumas transformações significativas antes de chegar neste cenário em que vivemos atualmente.

Se no começo tudo era uma questão de sobrevivência e perpetuação da espécie, não há muito tempo nasceu o desejo pelo conforto, pela fartura, pelo bem-estar. Eis também o nascimento do amor romântico e dessa tão visceral busca pela felicidade, que passou a ganhar um sentido bem mais amplo e refinado do que tinha até então.

Daí para alcançarmos este ritmo alucinante de mudanças, não demorou quase nada. Bem menos de um século apenas. E neste momento vivemos como que em meio a um furacao, recheado de dúvidas, incertezas, inseguranças, expectativas e perspectivas cujas bases estão trincadas, em plena reforma.

E a pergunta se repete, incessantemente: por que tem sido tão difícil viver esse tal grande amor? Por que embora esse pareça ser o maior desejo da grande maioria, o que reina são os desencontros?

Talvez você também já tenha vivido contradições profundas como essas. Talvez já tenha acreditado piamente que tudo o que mais desejava era amar e ser amado e, diante desta possibilidade, não soube o que fazer, ou fez tudo errado...

Talvez já tenha dito para si mesmo, incontáveis vezes, que prefere ficar só, desfrutar de sua liberdade, preservar seu espaço e sua individualidade e, cara a cara com seu espelho, sentiu medo da solidão ou o peso quase insuportável da falta de um abraço...

E nesses momentos, convencido (?) pela atual corrente de pensamento que afirma que tudo só depende de você, o conflito interno é praticamente inevitável: o que eu realmente quero?

Se depende só de mim, por que será que as pessoas influenciam tão diretamente no modo como me sinto? E se a responsabilidade pelo que me acontece é somente minha, por que nem sempre alcanço os resultados para os quais tanto me dediquei?

Não sei... Mas diante de todos esses pontos de interrogação, tendo a concluir que este é um momento da história das relações de completa metamorfose. O que era antes não é mais. O que será ainda não sabemos. Agora, somos homens e mulheres repensando seus papéis, seus desejos, seus lugares dentro dos encontros amorosos, da família e da vida em geral.

O problema, então, talvez seja o apego e o anseio por uma idéia de grande amor que é incompatível com a realidade atual. Um grande amor que não seja castrador e submisso como o que viveram nossos avós, mas que também não seja tão livre e descomprometido como este que temos experimentado nas últimas décadas. De preferência, que seja intenso, romântico, perfeito, cheio de encanto e paixão, como descrevem os poetas e compositores ou mostram os filmes das telas dos cinemas... Daqueles que chegam e nos arrebatam de uma vidinha que não temos suportado carregar sozinhos (porque é exatamente assim que tenho visto muita gente esperar por um grande amor). Ah! E que seja para sempre, claro!

Não percebemos que essa busca não é coerente com as atitudes que temos tido ou com o modo de vida que temos adotado. As engrenagens externas estão desencaixadas das internas. Os ritmos estão desencontrados. O que se deseja comprar não é o que está à venda e ainda assim pagamos o preço para ter o que está nas prateleiras. Estamos perdidos entre sentir, querer, fazer, parecer e, enfim, ser!

Tudo bem... Acho até que não daria pra ser muito diferente disso, já que a fase é de profundas mudanças, mas aposto que o caminho poderia ser bem mais suave e prazeroso se parássemos de acreditar que o “grande-amor-dos-contos-de-fadas” é a solução na qual devemos investir toda a nossa existência.

A insanidade (que é o que mando às favas, na verdade) fica por conta dessa insistência em acreditarmos que amor é um ‘estado civil’ qualquer que devemos atingir e, uma vez nele, a felicidade é certa. Não é! Felicidade é aquela que temos a oferecer e não aquela pela qual temos esperado. E é também bem mais incerta, imperfeita e inconstante do que temos imaginado. Simplesmente porque somos gente e gente é assim: incerta, imperfeita e inconstante.

E quando, finalmente, aceitarmos esse fato, creio que teremos começado a compreender o que é o amor... 
Um super meeeega inicio de semana.
Bjks
Mitchel

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Entre a "dor" e o "nada", o que você prefere?



Queridos, compartilho com vocês, outro texto de Rosa Braga.

Não quero defender as relações falidas e que só fazem mal, nem estou sugerindo que as pessoas insistam em sentimentos que não são correspondidos, em relacionamentos que não são recíprocos, mas quero reafirmar a minha crença sobre o quanto considero válida a coragem de recomeçar, ainda que seja a mesma relação; a coragem de continuar acreditando, sobretudo porque a dor faz parte do amor, da vida, de qualquer processo de crescimento e evolução.
Pelas queixas que tenho ouvido, pelas atitudes que tenho visto, pela quantidade de pessoas depressivas que perambulam ocas pelo mundo, parece que temos escolhido muito mais vezes o “nada” do que a “dor”.
Quando você se perguntar “do que adianta amar, tentar, entregar-se, dar o melhor de mim, se depois vem à dor da separação, do abandono, da ingratidão?”, pense nisso: então você prefere a segurança fria e vazia das relações rasas? Então você prefere a vida sem intensidade, os passos sem a busca, os dias sem um desejo de amor? Você prefere o nada, simplesmente para não doer?
Não quero dizer que a dor seja fácil, mas pelo amor de Deus, que me venha à dor impagável do aprendizado que é viver. Que me venha à dor inevitável à qual as tentativas nos remetem. Que me venha logo, sempre e intensa, a dor do amor...
Prefiro o escuro da noite a nunca ter me extasiado com o brilho da Lua...
Prefiro o frio da chuva a nunca ter sentido o cheiro de terra molhada...
Prefiro o recolhimento cinza e solitário do inverno a nunca ter me sentido inebriada pela magia acolhedora do outono, encantada pela alegria colorida da primavera e seduzida pelo calor provocante do verão...
E nesta exata medida, prefiro a tristeza da partida a nunca ter me esparramado num abraço...
Prefiro o amargo sabor do “não” a nunca ter tido coragem de sair da dúvida...
Prefiro o eco ensurdecedor da saudade a nunca ter provado o impacto de um beijo forte e apaixonado... Daqueles que recolocam todos os nossos hormônios no lugar!
Prefiro a angústia do erro a nunca ter arriscado...
Prefiro a decepção da ingratidão a nunca ter aberto meu coração...
Prefiro o medo de não ter meu amor correspondido a nunca ter amado ensandecidamente.
Prefiro a certeza desesperadora da morte a nunca ter tido a audácia de viver com toda a minha alma, com todo o meu coração, com tudo o que me for possível...
Enfim, prefiro a dor, mil vezes a dor, do que o nada...
Não há – de fato – algo mais terrível e verdadeiramente doloroso do que a negação de todas as possibilidades que antecedem o “nada”.
E já que a dor é o preço que se paga pela chance espetacular de existir, desejo que você ouse, que você pare de se defender o tempo todo e ame, dê o seu melhor, faça tudo o que estiver ao seu alcance, e quando achar que não dá mais, que não pode mais, respire fundo e comece tudo outra vez...
Porque você pode desistir de um caminho que não seja bom, mas nunca de caminhar...
Pode desistir de uma maneira equivocada de agir, mas nunca de ser você mesmo...
Pode desistir de um jeito falido de se relacionar, mas nunca de abrir seu coração...
Portanto, que venha o silêncio visceral que deixa cicatrizes em meu peito depois das desilusões e dos desencontros... Mas que eu nunca, jamais deixe de acreditar que daqui a pouco, depois de refeita e ainda mais predisposta a acertar, vou viver de novo, vai doer de novo e sobretudo, vou amar mais uma vez... E não somente uma pessoa, mas tudo o que for digno de ser amado!

Excelente dia para todos nós.

Bjks
Mitchel.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Melhor levar um grande susto do que passar a vida inteira assustado...



Olá minhas queridas e meus queridos! Como estão vocês? Eu estou sumidinha né!? Mas como vocês sabem, dezembro eu sai de férias e dia 03 de janeiro retornei ao trabalho. Então... Passei por aquele processo de readaptação da rotina de trabalho. Fazer o que né!? Rsrsrsrs
E em meio a tudo isso, passei também por aquela fase de fim de ano - Fase de revisões: descartando o que não serve mais, organizando o que ainda faz sentido e reavaliando todos os espaços – internos e externos.
Bom, mas hoje estou dando inicio a novas postagens e escolhi um texto da minha estimada Rosana Braga. Eu adoro, me divirto e reflito com seus textos. Ela é fantástica. Por isso, compartilho com vocês um texto que fala de escolhas, risco, movimento, ação...


- Agora, eu vou às sessões de terapia só para conversar. Já estou bem... Não tenho mais nada a tratar em mim.
E eu comentei, com tal espanto que quase alterei meu tom de voz:
- O quêêêêêê?!? Como assim?!?!?
Ele faz terapia há apenas dois anos e se considera uma pessoa resolvida, sem questões internas a serem olhadas, como se nada precisasse ser revisto, melhorado, lapidado...

Acrescentei, de certa forma aliviada:
- Apesar de todo meu trabalho de autoconhecimento, ainda vejo tanto em mim a ser descoberto. Ainda me defronto com tantas limitações e tanto a aprender, a ampliar, a conquistar para me tornar uma pessoa mais integrada e mais humana, com toda a complexidade que essa condição nos impõe... E você se considera pronto e acabado depois de dois anos se olhando?!?
E ele respondeu (felizmente) num tom titubeante:
- É...
Prefiro acreditar que aquele é final serviu apenas para provar o quão em dúvida ele ficou acerca de um diagnóstico que definitivamente não combina com a ‘metamorfose ambulante’ que todos nós deveríamos ser, como tão inteligentemente compôs Raul Seixas.

E cá fiquei, como de costume, me fazendo vários questionamentos, especialmente sobre mim mesma e o quanto o meu próprio caminho faz sentido ou não, o quanto eu já deveria me sentir resolvida também ou não, o quanto essa minha busca que considero ser pra vida toda é mesmo imprescindível ou não. E me lembrei de uma frase que ouvi, certa vez, de uma pessoa muito sábia – Edda Meceni:

É melhor levar um grande susto do que passar a vida inteira assustado.

E creio que consegui compreender um pouco mais sobre a dinâmica que a maioria de nós prefere usar durante a vida. É isso: a gente prefere viver assustado, experimentando pequenos sustos diários. Um medinho de tentar um trabalho novo hoje, um medinho de investir numa relação amanhã, outro medinho de apostar num dom artístico depois de amanhã... E assim vamos levando...

Criamos pequenos impedimentos, todos os dias, para nós mesmos e nos acostumamos tanto a eles que nem os percebemos mais. Obstáculos que vão se transformando em desistências; sustinhos que se tornam quedas e machucados quase imperceptíveis, não fosse pela dorzinha latejante que insiste em causar um descompasso em nosso coração...
No mais, vai ficando também aquela sucessão de pequenos vazios causados pela angústia da não-realização... E a gente vai levando, preferindo acreditar que tá tudo resolvido dentro da gente...
Mas e aí? Cadê a profundidade, donde vem o mais verdadeiro e o mais valioso que pode existir em nós? Como chegar até lá se não nos entregarmos ao grande susto?!?
Como enxergar quem realmente somos sem aceitar a possibilidade de que algumas de nossas mais convictas verdades talvez sejam grandes mentiras, e que algumas de nossas mais convictas mentiras tenham lá seu fundo de verdade?!?

Como sair da cômoda posição de ‘assustadinhos’ e nos permitirmos, de vez em quando, um enorme susto, um desespero criativo, que muda tudo, que faz a gente recomeçar, e que nos mostra o quanto ainda temos a crescer?
Olha, nada tão monstruoso quanto pode parecer... Na verdade, basta que nos entreguemos um pouco mais, que sejamos mais flexíveis, menos endurecidos, menos cheios de certezas absolutas. Minha sugestão é que basta um pouco mais de espaço para o desconhecido e um tantinho de coragem para o grande susto que, por fim, coloca tudo em seu devido e mais perfeito lugar...

Bjks e um excelente inicio de semana pra todos nós.

Mitchel

domingo, 2 de janeiro de 2011

Sempre é possível e necessário Recomeçar



Não importa onde você parou... Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo!
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado...
Chorou muito?
Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora...
Pois é... Agora é hora de reiniciar... De pensar na luz... De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado... Diferente?
Um novo curso... Ou aquele velho desejo de aprender a pintar... Desenhar... Dominar o computador... Ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio... Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho?
Besteira... Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
Nem nós mesmos nos suportamos... Ficamos horríveis...
O mau humor vai comendo nosso fígado...
Até a boca fica amarga.
Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Vá alto... Sonhe alto... Queira o melhor do melhor...
Queira coisas boas para a vida...
Pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...
Se pensamos pequeno... Coisas pequenas teremos...
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... O melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental...
Joga fora tudo que te prende ao passado... Ao mundinho de coisas tristes... Fotos... Peças de roupa, papel de bala...
Ingressos de cinema bilhetes de viagens...

E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...
Jogue tudo fora... Mas principalmente... Esvazie seu coração...
Fique pronto para a vida... Para um novo amor...
Lembre-se: somos apaixonáveis...
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
Afinal de contas... Nós somos o "Amor"...

Mas nunca, jamais, deixe de acreditar que daqui a pouco, depois de refeita e ainda mais predisposta a acertar, vai viver de novo, vai doer de novo e, sobretudo, vai amar mais uma vez. E não somente uma pessoa, mas tudo o que for digno de ser amado!

Um excelente início de ano a todos.
Bjks.
Mitchel