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sexta-feira, 22 de março de 2013

Homens, Dinheiro e Chocolate




Sinopse: 

Livro de - Menna Van Praag, Homens, dinheiro e chocolate é um livro de traços autobiográficos sobre a jornada de uma mulher perdida em um mundo de pensamentos e de desejos. Grande parte dessas aflições gira em torno da busca pelo amor, pelo sucesso profissional e da compulsão pelo chocolate. É uma fábula sobre amor, coragem e autoconhecimento. 

No livro, Maya passa todo seu tempo sonhando com uma vida perfeita. Como não acredita em fadas madrinhas, acaba se resignando à maçante rotina do trabalho e trava uma batalha diária contra o desânimo, o medo e a carência de açúcar e afeto. 

A comovente transformação pessoal de Maya em Homens, dinheiro e chocolate mostra que é possível viver uma história de amor sem perder a identidade, ganhar dinheiro fazendo o que se ama e transformar o chocolate em fonte de prazer, não de sofrimento. 

A grandeza e beleza desse livro está NAS LIÇÕES DE VIDA transmitidas. 

Menna Van Praag apresenta-nos uma bonita fábula, onde nos transmite algumas preciosas mensagens: que é preciso coragem para lutar pelos nossos sonhos, que antes de procurar-mos o amor de alguém temos primeiro de gostar de nós mesmos, e que o chocolate é apenas uma das muitas fontes de prazer que podemos ter na vida. 

Um fantástico livrinho, com uma história lindíssima, escrito de uma forma extremamente envolvente, que decerto não o vai deixar indiferente...e que ainda por cima trás um bónus: umas receitas que parecem deliciosas! 

Resumindo, um livro que nos deixa com água na boca...quer pelo chocolate, quer pela própria vida! 

Agora deixo-vos com uma citação de que gostei muito... 

" - Vai descobrir a felicidade quando arranjar coragem para deixar de viver uma vida segura e começar a viver uma vida verdadeira (...) 

- Viver uma vida verdadeira significa correr riscos para construir o que deseja (...) não se trata de procurar amor ou a aprovação dos outros, ou sucesso no mundo exterior (...) viver verdadeiramente é fazer algo porque está no seu coração e precisa de ser manifestado. 
Uma pessoa que vive verdadeiramente, não tem em consideração o sucesso ou o fracasso. 
Fá-lo porque sente que assim deve ser. Fá-lo porque tem de o fazer." Pág. 63 

Ótimo fim de semana a todos. 
Bjks 
Mitchel

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Os amores Difusos



Elá queridas! Eu sumo, mas não desapareço... rsrsrsrs. Li essa matéria hoje e resolvi compartilha com vocês. Já postei anteriormente outra matéria do Ivan Martins, pois gosto muito de como ele aborda os temas de relacionamento.

Não é preciso ser moderno para perceber que a nossa vida comporta amores simultâneos. Podem ser paixões dilacerantes e sombrias, como nos filmes, ou pode ser algo mais suave – um sentimento de atração que, mesmo não consumado, faz da vida um lugar melhor para os envolvidos.

Todos conhecem esse tipo de sentimento.

Há gente que nós temos vontade de ver todos os dias, cuja presença nos deixa naturalmente mais alegres. Temos prazer enorme em abraçar gente assim e a conversa com elas é mais íntima, mais fácil, mais interessante. Uma alma destituída de malícia diria que isso é amizade, mas eu tenho certeza que se trata de uma forma de erotismo – sem posse, sem dor, sem pressa, mas é desejo que resiste ao tempo. Essa não é uma forma de definir o amor?


A principal qualidade dessa sensação é ser plural. 

Não nos sentimos enamorados de todo mundo, mas tampouco temos esse tipo de apego por uma única pessoa. São várias. Pode ser a ex-namorada do colégio, a amiga da faculdade, a prima. Pode ser a garota da livraria ou a moça do bandejão que virou sua amiga. A lista não será grande, mas é uma pena, porque se trata de um sentimento bom. Não é gostoso ficar feliz quando toca o telefone? 
Você não sai transando com essas pessoas, embora pudesse fazê-lo. Você não sofre por essas pessoas, embora possa ter acontecido. Essa relação navega entre o encantamento e a amizade, tem um pouco das duas, e fica a centímetros de se tornar inteiramente uma delas. Movemo-nos entre sutilezas.

O que você faz com alguém que ama difusamente é ter momentos de troca e carinho, que carregam uma ponta secreta de expectativa. Se um dia você bebe demais e diz sinceridades comovidas, ela pode rir, beijar você ou ficar brava e mandar que se comporte – mas tudo seguirá como antes. Nessa relação há espaço para ser você mesmo. 
Os amores difusos fazem parte da esfera de sentimentos que começa na pessoa que você escolheu e vai se expandindo num círculo para incluir outras pessoas de quem você precisa. Família, amigos, amores. Nenhum casal é uma ilha. Ao redor do compromisso que mantém duas pessoas ligadas há uma vasta teia de ligações, com diferentes graus de densidade, que vinculam o casal ao mundo. Os amores difusos são uma parte especialmente delicada dessa teia. 
Isso nada tem a ver com relações abertas, porém.

Admitir a existência de carinho e desejo fora da sua relação amorosa é apenas uma manifestação de sanidade. Tentar viver todas essas sensações é uma besteira. Criar arranjos matrimoniais que acomodem esses múltiplos sentimentos é ainda mais fútil. A melhor solução para quem deseja correr atrás de todos os seus desejos não é um namoro ou um casamento aberto. É estar sozinho. Assim se conquista total liberdade, sem culpas ou constrangimentos. 
Ando convencido que a nossa vida afetiva tem uma espécie de centro e que nele só cabe uma pessoa de cada vez. As nossas grandes aventura emocionais, a nossa verdadeira história íntima, são escritas ao redor dessa exclusividade. Pode ser uma paixão que não deu certo ou um casamento fabuloso de 20 anos, mas continua sendo uma narrativa entre duas pessoas. O resto é tumulto.

Os amores difusos pertencem a outra esfera, e por isso não colidem.

Eles são menos viscerais, mais leves, nos lembram que podemos experimentar diferentes alegrias na mesma existência. Sugerem que o grande amor romântico – esse que nos devora vivos, ou nos envolve suave como um lençol de linho – é apenas uma das experiências do afeto. Há outras, essenciais. Elas preenchem a existência com outra espécie de luz, igualmente necessária para mostrar nosso caminho.
IVAN MARTINS - Editor Executico da Revista Época.

Bjks minhas queridas.

Mitchel Pimentel