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O Mito da Mulher Moderna



Um mito é o uma espécie de teatro, com vários personagens, aonde uns vem à tona e outros ficam somente nos bastidores, a espera de sua hora de entrar em cena.

O movimento feminista do século XX trouxe à tona o personagem que compõe o mito da Mulher moderna; mas esta mulher já existia na Roma antiga, na Idade Média, e na Grécia, porém não era um personagem dominante, pois vivia escondida nos bastidores do cenário prático.

Esta antiga e totalmente atual mulher, era autônoma, e sabia o que desejava, o que nos traz ao hoje, quando o mito da mulher moderna é tornar-se independente, auto-suficiente, e ao mesmo tempo serem mãe e dona de casa, acumulando assim muitas funções.

Qual é o perfil da mulher moderna?

Podemos encontrar esta mulher em todas as classe sociais: elas trabalham muitas horas por dia, cuidam da casa, dos filhos, do seu relacionamento com o marido ou parceiro; já seja que elas morem no interior, numa favela ou numa bela casa numa grande cidade ou capital do mundo.

Carl G. Jung, um dos maiores psicólogos do último século e meu favorito, já disse que no mesmo século vivem pessoas de vários séculos; e se analisarmos estas palavras veremos que em termos mundiais, também podemos falar do mito da mulher moderna.

Não somente no Afeganistão vivem mulheres como se o fizessem na Idade Média, como também nas grandes cidades de primeiro mundo, e em qualquer classe social, ainda existem mulheres que estão na Idade Média, que não mostram o seu rosto, nem o seu corpo e sendo totalmente dependente do marido.

Acredito que no Afeganistão também devem existir mulheres modernas esperando a chance de poderem exercer a sua própria personalidade.

Este perfil da mulher moderna surgiu depois da Segunda Guerra, quando a mulher começou a pensar em mercado de trabalho.

Mesmo assim a imagem da dona de casa, que fica sempre cuidando do seu lar, ainda existe com muita força, pois é um arquétipo, um símbolo do inconsciente coletivo, um padrão de comportamento que se repete através dos tempos.

Esta mulher sofre muito mais do que antes, porque antes da década de 70, ela era aceita socialmente, porém o fato de não trabalhar acaba gerando crise no casamento, por que ela não tem uma renda própria.

Sendo assim, a primeira meta da mulher nos dias de hoje, é atingir a auto-estima, por ela não se adequar aquilo que dela se espera na atualidade.

A mulher moderna está passando a seguinte mensagem:

“Eu me basto, eu não preciso do outro; Eu posso até ser casada, mas sou independente. Ele pode ir embora a qualquer momento. Ele não irá me fazer falta. Vou continuar cuidando dos filhos, vou continuar com o meu trabalho”.

Esta mensagem gera um grande conflito na cabeça dos homens, pois eles não podem evitar se perguntar, qual é o seu papel diante desta mulher invulnerável e auto-suficiente, e terminam achando que não tem função nenhuma na vida dela.

A maior dificuldade que estas mulheres modernas, que passam a imagem de auto-suficientes e invulneráveis, enfrentam hoje, é não se sentir amada, amada principalmente por um homem, e, além disso, o fato de que elas próprias não conseguem amar. A mulher de hoje não tem mais tempo para amar, e a maioria delas nem sabe muito bem que é isso ou como se faz.

O que causa esta dificuldade da mulher não se sentir amada e de não saber mais como amar é que ela se fechou, e o fez porque viveu historicamente muitos anos de massacre. O Patriarcado negou Artemis durante séculos, negou à mulher independente, auto-suficiente, a reprimiu e ela ficou escondida, mas não desapareceu.

Até que a mulher moderna re-surgiu após a Segunda Guerra; nesse momento Artemis voltou a reaparecer com força total, em função de uma repressão advinda de séculos, retornando com a seguinte postura:

“Não quero saber de homem, quero trabalhar, atingir as minhas metas e fazer tudo o que eu não fiz até agora“. Mas dessa forma a mulher passa como um trator por cima de seus próprios sentimentos, pois ela pensa que se deixar que os seus sentimentos governem a sua vida, não poderá atingir os seus objetivos.

Em meio a toda esta confusão de padrões, comportamentos e injustiças sociais seculares em contra da mulher histórica, ela se pergunta se vale à pena carregar todo este peso, esta responsabilidade e procura o caminho do meio perguntando-se: Será mesmo que eu não deverei parar e olhar para este homem que está aqui ao meu lado? Este homem que eu desejo tanto, mas que eu nem sei quem é?

A mulher moderna, no momento está querendo recuperar este homem, mas para isso deve primeiro livrar-se da síndrome se Artemis.

“Sinto-me realizada sendo somente uma dona de casa, então… por que sofrer?”

“A sociedade cobra-me para que eu seja uma Artemis, mas… é isso o que desejo para mim?”

“Sou uma Artemis, mas espera aí… então, o é que está me faltando? Será que preciso desenvolver a minha vida afetiva?”

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